Vale a pena? Em quantos anos se paga?
Depende menos do preço dos painéis do que de uma pergunta simples: quanta da energia que produz é que consome no momento? É esse número — o autoconsumo — que separa um retorno de 6 anos de um de 14.
*Poupança acumulada em 25 anos menos o investimento, com degradação dos painéis de 0,5% ao ano e preços de energia constantes. Não conta manutenção nem substituição do inversor (tipicamente uma vez, por volta do ano 12–15).
Onde é que esta conta costuma falhar
Nos orçamentos comerciais, dois números vêm quase sempre otimistas: o autoconsumo («vai aproveitar 80%!» numa casa vazia durante o dia, sem bateria, não acontece) e o preço a que valorizam cada kWh poupado, por vezes o preço máximo do tarifário em vez do seu preço real. Refaça a conta aqui com os seus números antes de assinar qualquer proposta.
E repare no excedente: em Portugal, a energia que injeta na rede é remunerada perto do preço médio de mercado — muito abaixo do que paga por ela. É por isso que produzir «a mais» rende pouco e consumir no momento certo rende muito.